| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Phaethornithinae |
| Jardine, 1833 | |
| Espécie: | A. gounellei |
Ave da família Trochilidae, também chamado de eremita-de-cauda-larga e marronzinho. É endêmico do Brasil.
Seu nome científico significa: do (grego) an = sem, falta; e opeas, opeatos, opë = furador, buraco; e gounellei = homenagem ao naturalista francês e coletor no Brasil Edmond Gounelle (1850-1914) ⇒ Pássaro sem furador de Gounelle.
Mede 9,5cm. Partes superiores bronze-esverdeadas; asas pretas; estreita faixa superciliar e malar brancacenta delimitando uma faixa transocular escura. Bico curvo e tubular, o que assinala sua preferência por determinadas flores de seu habitat natural. Garganta, pescoço anterior e uropígio ferrugíneos; peito e abdome cinza-pardacentos. Retrizes largas, pretas com as pontas brancas.
Alimenta-se principalmente do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes.
Vive nas caatingas, matas de cipó e formações semidecíduas conhecidas regionalmente como brejos ou brejais, no interior montanhoso do nordeste do Brasil a uma altitude de 500 a 700 metros. Também ocorre nas caatingas litorâneas nos estados do Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, em altitudes próximas a do nível do mar, e em outras áreas de caatinga stricto sensu, em altitude de 0 a 500 metros, onde não ocorrem as matas de cipó e formações mais úmidas como os brejos e matas semidecíduas. Tem hábitos pouco conhecidos.
Endêmico da caatinga do nordeste do Brasil. Pode ser encontrado do Piauí, Ceará à Bahia e no nordeste de Minas Gerais.